A Imunocitoquímica (ICC) tradicional sempre foi um pilar para a visualização de alvos proteicos in situ. Entretanto, a análise manual via microscopia é intrinsecamente lenta, subjetiva e limitada a poucas células. A Triagem de Alto Conteúdo (HCS - High-Content Screening) surge para romper esse gargalo, convertendo imagens microscópicas de alta resolução em dados quantitativos robustos através da automação analítica.

O Conceito de Análise Multiparamétrica

O grande diferencial do HCS não é apenas capturar imagens de forma rápida, mas extrair múltiplos parâmetros fenotípicos de cada célula individualmente. Enquanto o ELISA ou a leitora de absorbância fornecem um dado médio do poço, o HCS permite analisar a heterogeneidade celular dentro da mesma população, identificando subpopulações raras e eventos de localização subcelular.

Softwares de análise avançados permitem quantificar simultaneamente parâmetros como:

  • Translocação Nuclear: Movimento de proteínas do citoplasma para o núcleo em resposta a estímulos.
  • Morfologia e Outgrowth: Crescimento de neuritos ou alterações no citoesqueleto causadas por toxicidade.
  • Ciclo Celular e Proliferação: Integração de marcadores fluorescentes para mapear o estado replicativo de milhares de células por minuto.

Fluxo de Trabalho: Do Preparo à Descoberta

A implementação do HCS exige sinergia entre o preparo biológico e a instrumentação óptica. O uso de anticorpos conjugados a fluorocromos estáveis permite a marcação de múltiplos canais (multiplexação). Uma vez inserida no sistema de imagem automatizado, a microplaca é escaneada em campos de visão (FOVs) pré-definidos, garantindo que a amostragem seja estatisticamente relevante.

Diferente da microscopia comum, o foco aqui é a reprodutibilidade. Algoritmos de machine learning e segmentação digital permitem identificar núcleos e organelas de forma imparcial, eliminando o erro subjetivo do operador e acelerando drasticamente o tempo de resposta em laboratórios de P&D.

Aplicações em Descoberta de Fármacos e Toxicologia

A tecnologia HCS é o coração do Drug Discovery moderno. Ela permite realizar ensaios de toxicidade preditiva e eficácia terapêutica em modelos celulares 2D e 3D (esferoides), fornecendo insights valiosos sobre o mecanismo de ação de novos compostos antes que eles avancem para etapas clínicas onerosas.

A Biosystems, em parceria de décadas com a Agilent BioTek, providencia os sistemas de imagem celular mais versáteis do mercado, como as leitoras multimodais com imaging integrando microscopia de fluorescência, campo claro e contraste de fase em uma única plataforma robusta.

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